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Potiguar Que Mora Em Wuhan, Epicentro Do Coronavírus, Decide Não Retornar Ao Brasil: ‘custa Caro Voltar Depois’

Potiguar que mora em Wuhan, epicentro do coronavírus, decide não retornar ao Brasil: ‘custa caro voltar depois’

O professor de judô potiguar Rodrigo Duarte, que mora em Wuhan, na China, cidade apontada como epicentro do coronavírus, decidiu não voltar ao Brasil com os brasileiros que solicitaram a repatriação junto ao Ministério das Relações Exteriores. Vivendo desde 2016 na cidade, ele disse que se sente seguro, teme o impacto financeiro causado pelas infecções e pelo medo além do preconceito com os chineses.

Segundo Rodrigo, a decisão dele foi tomada por motivos pessoais, já que possui vida estabilizada no país asiático. “Por incrível que pareça eu me sinto tranquilo. Se fosse em outro país, acho que não me sentiria assim”, disse. Ele se mudou para o país em 2016 e abriu uma academia de judô que está fechada desde o dia 18 de janeiro em virtude do aumento de infecções registradas em Wuhan.

Rodrigo disse que manteve contato com outros brasileiros que vivem na cidade, mas não chegou a entrar em detalhes com eles sobre a decidir permanecer. Entre os argumentos que pesaram na decisão de não voltar ao Brasil, estão os gastos para retornar ao país asiático após controle do vírus. “Não me passou [pela cabeça] o medo de não conseguir voltar. Mas as despesas, sim. Custa caro voltar. Uns R$ 5 mil, no mínimo”, contou.

Duarte disse que vê com preocupação um preconceito que tem crescido em relação aos chineses e definiu como “muito ruim” o medo causado pelo coronavírus. “Acho importante diminuir o medo na população. O impacto disso vai ser gigantesco. Principalmente econômico”, relatou.

Ele falou que não considera a crise como um “fim do mundo” e lida com tranquilidade com o isolamento. “Pessoalmente, não é difícil ficar em casa com minha namorada, aprendendo chinês, comendo bem, assistindo filme e jogando videogame”, contou.

Nos últimos dias, o professor relatou que houve mudança no horário de funcionamento dos supermercados. Segundo o potiguar, houve um maior controle no número de pessoas dentro dos comércios e também na limpeza nos locais. Ele relatou que agentes de um centro comunitário local passaram a ir de casa em casa para monitorar a temperatura da população e verificar se elas precisavam de algum medicamento.

Repatriação

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou na última terça-feira (4) que o grupo de brasileiros que está na região de Wuhan, na China – epicentro da epidemia do novo coronavírus – deve chegar ao Brasil na manhã de sábado (8).

Dois aviões VC-2 da Força Aérea Brasileira (FAB) decolaram da Base Aérea de Brasília na última quarta-feira (5) em direção à Wuhan para repatriar brasileiros que desejam sair da cidade. Os brasileiros repatriados e os militares que participarem da operação ficarão em quarentena em uma base aérea de Anápolis (GO).

De acordo com Brigadeiro do Ar Marcelo Damasceno, comandante da missão, a previsão é trazer da China 34 brasileiros. O governo diz que eles passarão por avaliação médica e só embarcará quem não apresentar sintomas da doença. Além da tripulação, embarcaram para a China quatro equipes capacitadas para realizar missões de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear.

Em voo, cada avião VC-2 terá 11 tripulantes responsáveis pelo voo e uma equipe médica com 7 tripulantes. Cada equipe conta com quatro médicos, três da FAB e um do Ministério da Saúde, dois enfermeiros e um auxiliar técnico.

O VC-2 é uma aeronave de transporte presidencial, que pode transportar o peso máximo de 51.800 kg e tem velocidade máxima de 985 km/h. As duas aeronaves da FAB fazem escala em Fortaleza, Las Palmas (Espanha), Varsóvia (Polônia) e Urumqi (China).

O professor de judô potiguar Rodrigo Duarte, que mora em Wuhan, na China, cidade apontada como epicentro do coronavírus, decidiu não voltar ao Brasil com os brasileiros que solicitaram a repatriação junto ao Ministério das Relações Exteriores. Vivendo desde 2016 na cidade, ele disse que se sente seguro, teme o impacto financeiro causado pelas infecções e pelo medo além do preconceito com os chineses.

Segundo Rodrigo, a decisão dele foi tomada por motivos pessoais, já que possui vida estabilizada no país asiático. “Por incrível que pareça eu me sinto tranquilo. Se fosse em outro país, acho que não me sentiria assim”, disse. Ele se mudou para o país em 2016 e abriu uma academia de judô que está fechada desde o dia 18 de janeiro em virtude do aumento de infecções registradas em Wuhan.

Rodrigo disse que manteve contato com outros brasileiros que vivem na cidade, mas não chegou a entrar em detalhes com eles sobre a decidir permanecer. Entre os argumentos que pesaram na decisão de não voltar ao Brasil, estão os gastos para retornar ao país asiático após controle do vírus. “Não me passou [pela cabeça] o medo de não conseguir voltar. Mas as despesas, sim. Custa caro voltar. Uns R$ 5 mil, no mínimo”, contou.

Duarte disse que vê com preocupação um preconceito que tem crescido em relação aos chineses e definiu como “muito ruim” o medo causado pelo coronavírus. “Acho importante diminuir o medo na população. O impacto disso vai ser gigantesco. Principalmente econômico”, relatou.

Ele falou que não considera a crise como um “fim do mundo” e lida com tranquilidade com o isolamento. “Pessoalmente, não é difícil ficar em casa com minha namorada, aprendendo chinês, comendo bem, assistindo filme e jogando videogame”, contou.

Nos últimos dias, o professor relatou que houve mudança no horário de funcionamento dos supermercados. Segundo o potiguar, houve um maior controle no número de pessoas dentro dos comércios e também na limpeza nos locais. Ele relatou que agentes de um centro comunitário local passaram a ir de casa em casa para monitorar a temperatura da população e verificar se elas precisavam de algum medicamento.

Repatriação

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou na última terça-feira (4) que o grupo de brasileiros que está na região de Wuhan, na China – epicentro da epidemia do novo coronavírus – deve chegar ao Brasil na manhã de sábado (8).

Dois aviões VC-2 da Força Aérea Brasileira (FAB) decolaram da Base Aérea de Brasília na última quarta-feira (5) em direção à Wuhan para repatriar brasileiros que desejam sair da cidade. Os brasileiros repatriados e os militares que participarem da operação ficarão em quarentena em uma base aérea de Anápolis (GO).

De acordo com Brigadeiro do Ar Marcelo Damasceno, comandante da missão, a previsão é trazer da China 34 brasileiros. O governo diz que eles passarão por avaliação médica e só embarcará quem não apresentar sintomas da doença. Além da tripulação, embarcaram para a China quatro equipes capacitadas para realizar missões de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear.

Em voo, cada avião VC-2 terá 11 tripulantes responsáveis pelo voo e uma equipe médica com 7 tripulantes. Cada equipe conta com quatro médicos, três da FAB e um do Ministério da Saúde, dois enfermeiros e um auxiliar técnico.

O VC-2 é uma aeronave de transporte presidencial, que pode transportar o peso máximo de 51.800 kg e tem velocidade máxima de 985 km/h. As duas aeronaves da FAB fazem escala em Fortaleza, Las Palmas (Espanha), Varsóvia (Polônia) e Urumqi (China).

Por Douglas Lemos, G1 RN

Foto: Arquivo Pessoal

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